A Menopausa e as Hormonas Bioidenticas

Uma mulher na menopausa que nunca fez terapêutica de compensação hormonal pode fazer hormonas bioidênticas?

Uma mulher nestas condições pode mesmo fazer hormonas bioidênticas e por via transdérmica!

Quanto mais cedo for introduzida a terapêutica de compensaçãp hormonal à mulher melhor.

Eu advogo o início cedo, na perimenopausa, muitas vezes apenas reconhecida clinicamente por um aumento da irritabilidade inexplicada.

Há que se fazer o perfil hormonal e verificar as alterações que começam a aparecer por volta desta altura.

Iniciar uma terapêutica tardia na mulher é aumentar-lhe o risco cardiovascular.

Sobretudo se se derem estrogénios orais (mesmo bioidenticos), estes vão levar à formação de metaloproteinases que levam à libertação de placas ateromatosas que se vão formando com a idade.

É um problema grave que observamos diariamente, por desconhecimento desta situação.

Saiba mais sobre Medicina Anti-Envelhecimento

Sinais e Sintomas da Deficiência da Testosterona na Mulher

A testosterona não é só uma importante hormona masculina. Na mulher, desempenha também funções importantes. Deve ser sempre administrada em conjunto com o estradiol e a progesterona, para evitar a virilização.

As doses utilizadas na mulher são muito inferiores quando comparadas com as doses utilizadas no homem.

A deficiência da testosterona na mulher pode provocar os seguintes sintomas: flacidez da pele e aumento de rugas na face; perda de tonicidade muscular; aumento da gordura abdominal; celulite nas coxas; veias varicosas; fadiga crónica; personalidade indecisa/hesitante; reacções emocionais exacerbadas/histéricas; perda de libido; e dificuldade em atingir o orgasmo.

Se tem algum destes sintomas/sinais não hesite em contactar-nos. Marque já a sua consulta!

Diminuição da Libido

A diminuição do desejo sexual ao longo da vida é devida à baixa de hormonas no nosso organismo, o que vai acontecendo, naturalmente, com a idade.

Esta é uma queixa frequente da consulta, e praticamente todas as mulheres passam por este período ao longo da sua vida. Diria mesmo que todas a partir de uma certa idade.

A terapêutica de compensação hormonal (TCH) deve ser instituída precocemente, melhorando além deste sinal major, a irritabilidade, a falta de sono, a depressão que acompanha e dificulta este período na mulher.

A sexualidade é para ser vivida de uma forma saudável e feliz na companhia da pessoa que amamos, e que muitas vezes não compreende esta alteração na vida da mulher, o que leva a desentendimentos evitáveis.

Se tem alguma questão, não hesite e marque a sua consulta.

Estrogénios na Mulher

Os estrogénios têm como função a estimulação do sistema nervoso simpático, na mulher, podendo causar ansiedade e irritabilidade. Por outro lado, a progesterona estimula o sistema nervoso parassimpático, tendo uma acção calmante.

A falta de estrogénios pode ser manifestada através dos seguintes sinais/sintomas:

  • Fadiga persistente e constante depressão;
  • Perda da Libido;
  • Falta de Memória;
  • “Calores” nocturnos;
  • Irregularidades menstruais (ciclos muito curtos ou muito longos e com pouco fluxo);
  • Secura vaginal, atrofia vaginal e dor à penetração (dispareunia);
  • Prolapso Uterino;
  • Incontinência urinária, cistites recorrentes e prolapso da bexiga;
  • Artralgias;

Outros sintomas que podem surgir são a pele pálida, pequenas rugas à volta dos olhos, secura das mucosas (olhos e boca), assim como mamas pequenas e descaídas, dando-nos assim a indicação da falta de estrogénios numa mulher.

É necessária uma quantidade de estrogénios acima dos 70-90 pg/mL para mantermos, também, a densidade óssea adequada. A osteoporose é um problema gravíssimo de saúde pública.

Evite a osteoporose, fazendo um programa adequado alimentar, de exercício, suplementação e equilíbrio hormonal.

Marque a sua consulta de Perimenopausa / Andropausa

Tabaco e Estrogénio

É sabido de longa data, que o tabaco degrada os nossos tecidos e é prejudicial sob várias formas.

Quando falamos dos nossos estrogénios endógenos e os exógenos, fornecidos com a Terapêutica de Compensação Hormonal (TCH), acontece a mesma degradação por parte do tabaco. Dependendo do tipo, duração e intensidade do tabagismo, este anula a acção dos estrogéneos e a sua eficácia nos “hot flushes”, sintomas urogenitais, metabolismo lipídico (baixa do colesterol), e a sua acção benéfica na osteoporose.

Isto deve-se a uma eliminação hepática mais importante quando utilizamos estrogéneos orais nas fumadoras, diminuindo o seu nível no sangue. Não se deve “compensar” aumentando a dose de estrogéneos, dado que podemos favorecer a produção de metabolitos tóxicos mutagénicos com risco maior de desenvolvimento de cancro da mama.

A solução é mesmo deixar de fumar ou utilizar formas transdérmicas de estradiol que não sobrecarregam o fígado, não havendo, assim a produção de metabolitos nocivos à sua saúde.

Estrogénios, TCH e Cancro da Mama

Há dois estudos que contra-indicam a utilização da Terapêutica de Compensação Hormonal (TCH) por aumento do risco de cancro da mama. Vamos hoje apenas falar de um deles, o “Woman’s Health Iniciative”, conhecido como o WHI, que foi efectuado nos EUA em 2002 e lançou o “medo” da utilização dos estrogénios.

O estudo WHI foi um estudo  prospectivo em 16.608 mulheres com útero, e utilizou estrogénios conjugados e acetato de medroxiprogesterona. Foram ainda utilizados apenas os estrogénios em 10.739 mulheres sem útero. Idade das mulheres entre 50-79 anos. Seguimento durante 5,6 anos, embora o estudo estivesse desenhado para 15 anos. O objectivo deste estudo foi avaliar os benefícios/riscos da terapêutica mais utilizada nos EUA.

Verificou-se no grupo das mulheres que efectuaram estrogénios conjugados com medroxiprogesterona um aumento de 29% de risco cardiovascular, 41% de risco de doença cerebrovascular, 26% de risco de cancro da mama invasivo e 105% de demência.

Ao mesmo tempo verificou-se um risco menor de osteoporose, fracturas do colo do fémur, cancro intestinal e endometrial e diminuição da mortalidade no geral.

O que é preciso que se saiba é que o risco absoluto é pequeníssimo, representando cerca de mais 19 casos por cada 10.000 mulheres ao ano, apesar de tudo.

No grupo das mulheres que efectuaram apenas estrogénio,  era um grupo menor, em comparação com o outro, e o efeito no desenvolvimento de cancro da mama foi incerto devido à interrupção do estudo. Quanto aos outros riscos mais ou menos foram idênticos.

Contudo, destacam-se as seguintes críticas ao estudo: a medicação utilizada nos EUA não é a mesma da Europa. Cerca de 38% das mulheres americanas efectuavam esta terapêutica. Não é pois uma população representativa dos nossos utentes; as mulheres que foram incluídas no estudo não tinham nunca efectuado terapêutica previamente ao estudo o que pode ter desencadeado efeitos adversos no sistema cardiovascular e na mama; a idade média das mulheres do estudo era de 63 anos;  2/3 das mulheres eram obesas com IMC > 30kg/m2; 35,7 % eram hipertensas ou efectuavam medicação; 12,5% eram hipercolesterolémicas; 4,4% eram diabéticas ou faziam terapêutica para controlo glicémico; estudo muito curto, tendo sido interrompido, pelo medo que lançou devido à má interpretação dos resultados e mau “desenho” inicial; 40% das mulheres abandonaram a terapêutica por sangramento; não foram efectuadas as mamografias e controlos estipulados.

Em suma, estes resultados não são de qualquer modo verdadeiros para a utilização de estrogénios e progesterona transdérmicos e bioidênticos, que são formas mais fisiológicas e metabolicamente semelhantes às nossas hormonas endógenas, que necessariamente têm um risco/benefício diferente das hormonas não bioidênticas.  Além de tudo isto cerca de 50% das mulheres fumadoras continuaram a fumar, e todos sabemos os malefícios do tabaco simultaneamente com a utilização dos estrogéneos não bioidênticos.

O outro estudo de que falaremos proximamente foi o “One Million Womens Study” efectuado em Inglaterra em 2003.

Atrofia Vulvar e Vaginal na Menopausa

A falta de hormonas que ocorre na menopausa leva a atrofia vulvar e vaginal, causando dores às relações sexuais e desconforto grave na mulher por falta de lubrificação e inflamação dos tecidos associada à atrofia dos mesmos. Não há razão justificada para as mulheres não se tratarem. A Terapêutica de Compensação Hormonal deve começar o quanto antes, antes da menopausa, ao primeiro sinal de alerta que é muitas vezes a irritabilidade por excesso de estrogéneo relativamente à progesterona, que é a primeira hormona a baixar na mulher pré-menopausica.

O tratamento das atrofias é fácil e eficaz. Após seis semanas as melhoras são visíveis e a lubrificação vaginal melhora substancialmente. Não há que ter medo das hormonas.

As hormonas bioidênticas são iguais às do nosso organismo que as reconhece e metaboliza naturalmente.

Marque a sua consulta e tire as suas dúvidas!

Menopausa e Peri-Menopausa

A realização do perfil hormonal na mulher é muito importante, dada a queda abrupta hormonal que se verifica na mulher.

Sinais como irritabilidade, ansiedade, falta de sono, diminuição da líbido, tensão mamária, os chamados “hot flushes” (sensação de calor intensa), o aparecimento de períodos menstruais mais prolongados e fibromas, são sintomas e sinais de início de descompensação hormonal na mulher, a Menopausa.

É muito importante que a mulher não deixe passar estes sintomas desapercebidos, dado que reflectem um desiquilíbrio hormonal e o risco de desenvolvimento de patologia mamária e uterina. Acredita-se hoje que a relação hormonas/cancro é devida apenas ao facto da descompensação hormonal não ser corrigida de forma equilibrada.

Medicina Anti-aAging

A mulher deveria realizar a sua “fotografia” hormonal, na dácada dos 30 anos. A importância de sabermos os nossos níveis hormonais neste período, prende-se ao elevado interesse em não ultrapassar estes níveis aquando da realização da terapêutica de compensação hormonal (TCH), um dia mais tarde.

De facto, as hormonas no nosso organismo são como uma harmoniosa orquestra, em que tem de haver sintonia e equilíbrio entre os diferentes elementos que a compõem.
As hormonas existem naturalmente no nosso organismo. A diminuição gradual dos níveis das hormonas ou o seu desiquilibrio favorecem o aparecimento de múltipla patologia, estando relacionado além das já referidas com a D. de Alzheimer, a patologia cardiovascular, osteoporose, fibromialgia, etc.

A terapêutica de compensação hormonal deve ser efectuada aquando do aparecimento dos primeiros sintomas de menopausa.

Prevenir é proteger. Faça o seu perfil hormonal o quanto antes e ao primeiro sintoma de alerta efectue a sua consulta anti-aging. Consulte por favor www.labluxor.com