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Análise à Tiróide

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Análise à Tiróide

Importância do estudo da tiróide

A tiróide é uma glândula, localizada no pescoço, à frente da traqueia. Produz hormonas tiroideias como a tiroxina (T4), triiodotironina (T3) e calcitonina que regulam a o metabolismo do nosso corpo. 

Estas hormonas são essenciais para o normal funcionamento do nosso organismo, através do controlo da velocidade do metabolismo das nossas células. Por esse facto são essenciais no crescimento e desenvolvimento do organismo, regulam a temperatura corporal, a frequência cardíaca e tensão arterial, o funcionamento dos intestinos, o controlo do peso, dos nossos estados de humor, entre outras variadíssimas funções.

A patologia da tiróide é muito frequente. Um estudo publicado em 1997 pela Clínica Mayo, revelou que 60% dos autopsiados tinham doença tiróideia e que 50% dos utentes aleatóriamente submetidos a estudo, revelaram lesões ecográficas.

Sintomas e sinais de hipotiroidismo (baixa da função)

  • Face redonda, queda do terço externo da sobrancelha, pálpebras inchadas, especialmente durante a manhã, língua e lábios inchados;
  • Mãos frias e tumefactas, laxidão dos dedos, unhas quebradiças de crescimento lento;
  • Intolerância ao frio; 
  • Tons cardíacos fracos, coração com batimentos lentos;
  • Tensão arterial mínima elevada, com pouca diferença da máxima, pulsos de baixa pulsação
  • Pele das palmas das mãos e pés amarelada;
  • Pele seca da face, cotovelos, pernas (queratose folicular).

Emocionalmente verifica-se além da depressão matinal sobretudo:

  • Lentidão nos actos, pensamento “lento”;
  • Facilmente distração, falta de memória, pouca atenção, baixo rendimento escolar com incapacidade de concentração;
  • Pensamento "lento" e reacções lentas;
  • Dor e rigidez matinal das articulações.

Um sinal de diminuição da função tiróideia é a diminuição da temperatura basal, muitas vezes menos do que 36,7ºC. Deve ser retirada na axila, antes de se levantar, após uma noite tranquila, sem alcóol e nas mulheres em idade fértil ao 2º,3º ou 4º dia de menstruação. A pílula, dado que aumenta a temperatura basal, invalida a execução deste teste. 

Este teste tem interesse diagnóstico, mas não na monitorização terapêutica. Devem sempre efectuar-se análises à tiróide para comprovação analítica, embora muitas vezes em situações ligeiras não haja repercussão analítica, mas apenas clínica.

Sintomas e sinais de hipertiroidismo (aumento da função)

O hipertiroidismo provoca aumento do metabolismo basal. Os sinais e sintomas mais frequentes são:

  • Aumento do número de batimentos cardíacos (taquicardia) e palpitações;
  • Hipertensão arterial;
  • Tremores;
  • Rouquidão;
  • Diminuição de peso;
  • Ansiedade, nervosismo e insónia;
  • Depressão;
  • Cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Muitas vezes diarreia;
  • Pele húmida e transpiração excessiva;
  • Cabelos finos;
  • Unhas quebradiças;
  • Olhos salientes (exoftalmia) e avermelhados;
  • Movimento ocular diminuído, descoordenado e visão dupla - diplopia (doença de Graves);
  • Lacrimejo e sensibilidade ocular à luz;
  • Aumento do tamanho da glândula tiróideia (bócio);
  • Alterações menstruais.

As análises à tiróide nesta situação são fundamentais

Outras patologias:

Nódulos, aumentos da glândula (bócio) e doenças autoimunes. Os tumores são mais raros e têm comportamento “benigno” devendo no entanto fazer-se uma vigilância periódica para o resto da vida.

Que exames efectuar:

Não vamos aqui detalhadamente referir as análises à tiróide e exames a efectuar. O seu médico aconselhará o que fazer. Vamos apenas referir por ser muito pouco pedido e dar informação importante que além das análises à tiróide tradicionais que efectuamos por rotina, há umas que indirectamente nos dão muita indicação da função tiróideia, e que deveriam ser sistematicamente determinadas, ao colocarmos a hipótese de um hipotiroidismo. São elas os Carotenos e a Vitamina A, análises à tiróide muito raramente pedidas. Quando há diminuição da hormona T3, a hormona activa no nosso corpo, os Carotenos não conseguem ser transformados em Vitamina A, e verifica-se um aumento dos Carotenos e uma baixa acentuada da Vitamina A. Daí a coloração amarelada das palmas das mãos e pés que algumas vezes observamos.

Muitas crianças em idade escolar, sem aproveitamento e com falta de capacidade de concentração têm baixa da função tiróideia e não são diagnosticadas. 

As grávidas devem OBRIGATORIAMENTE fazer o despiste de disfunção tiróideia, pois os filhos destas mulheres terão problemas na idade escolar se as mães não forem tratadas.

Entre as análises mais frequentemente efectuadas temos a TSH, T4 total e livre, T3 total e livre, anticorpos anti-tiroideus e anti-tireoglobulina, a calcitonina e a tireoglobulina.

Importância da alimentação correcta: 

A hormona activa é a T3, que vem da T4, por conversão pela acção de uma enzima a 5-deiodase. A tiróide secreta directamente apenas cerca de 20% de T3. 

Elementos que favorecem a acção da 5-deiodase e por isso a conversão da T4 em T3: Selénio, Ferro, Vitamina E, Magnésio, Zinco, Vitamina B12, Melatonina, Cortisol, Hormona de crescimento, Iodo e a T3 em si própria.

Elementos que inibem esta conversão: Insuficiência hepática e renal (a 5-deiodase é secretada no fígado e rim), jejum, defeitos de absorção intestinal, idade avançada, contraceptivos, estrogéneos, diabetes mellitus, beta-bloqueantes, lítio, amiodarona, fenilbutazona, alguns bacteriostáticos.

A alimentação é fundamental.

Em casos de baixa da função tiróideia, devemos evitar dietas de baixas calorias e gorduras, jejum, saltar refeições. Devemos evitar "fast-food", álcool, vinagre, bebidas cafeinadas, leite e seus derivados, excesso de proteínas animais, cereais ricos em fibra, poucas horas de sono, actividade física exaustiva.

Interpretação das análises à tiróide:

A tiróide é uma glândula muito especial, em que o laboratório não consegue muitas vezes fazer o diagnóstico de uma disfunção, devendo este ser um diagnóstico SEMPRE clínico, sobretudo em casos de hipofunção “border-line”. Laboratorialmente assistimos frequentemente às análises á tiróide todas "normais" quando clinicamente temos a certeza de que o nosso utente está com hipotiroidismo por exemplo. Isto por motivos variados. As análises que habitualmente se pedem como a  TSH são muito oscilantes no nosso organismo, e os intervalos de referência muito alargados, pois são determinados pela média da população com uma determinada idade, mais ou menos 2 SD (desvio-padrão), ou seja 95% da população está dentro daqueles valores considerados “normais”, e que podem não ser os normais para o nosso utente.

Assim a interpretação das análises à tiróide deve ser correctamente efectuada. Qualquer valor abaixo do valor médio do intervalo de referência, deve ser suspeito de deficiência, devendo o utente ser valorizado sobretudo clinicamente.

A tiróide é fundamental em todos os metabolismos e prolonga a longevidade.

É muito importante na medicina anti-envelhecimento reconhecermos as deficiências “border-line” para que sejam de imediato corrigidas, uma postura cada vez mais aceite pelos médicos que até agora apenas tratavam de deficiências evidentes e graves.

 

 

 

 

 

 

 

 

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